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Educação Ambiental: resíduos sólidos e desperdício de alimentos no Brasil

Por institutoestre

Você sabia que quase metade dos resíduos gerados no mundo tem sua origem no desperdício de alimentos?

A forma como produzimos, distribuímos e consumimos o alimento tem um impacto direto na composição e quantidade do resíduo gerado em nossa sociedade. O resíduo orgânico representa em torno de 46% do resíduo mundial e mais de 51% do resíduo brasileiro. Este tipo de resíduo é constituído por restos de animais ou vegetais descartados em atividades humanas e podem ter diversas origens. Um dos principais motivos da grande geração de resíduo orgânico está no desperdício de alimentos que ocorre em todas as fases do seu ciclo de vida: na colheita, transporte, centrais de abastecimento e na casa dos consumidores.

No Brasil, a maior parte do resíduo orgânico acaba sendo destinada aos aterros sanitários e também aos lixões, sem nenhum processo de reaproveitamento ou reciclagem. A compostagem e a biodigestão são algumas das formas de reciclar e valorizar este tipo de resíduo.

Há ótimos exemplos de compostagem doméstica, realizada em minhocários, e também compostagens em escalas maiores, como é o caso dos pátios de compostagem da cidade de São Paulo/SP administrados pelo poder municipal, e que recebem os restos de alimentos das feiras livres e das podas de árvores da cidade. Além de diminuir o envio deste resíduo aos aterros sanitários, também há diminuição nas emissões do CO2 provenientes do deslocamento dos caminhões, já que os pátios estão dentro da cidade.

Pátio de Compostagem na cidade de São Paulo
Minhocário Doméstico (Fonte: Morada da Floresta)

Considerando esta profunda conexão entre alimentação e geração dos resíduos, o Instituto Estre foi convidado pelo curso de nutrição da FMU-SP para realizar uma conversa com os(as) alunos(as) sobre estes temas: “Os desafios socioambientais estão em toda a sociedade. É fundamental que estas conversas ocorram cada vez mais dentro da academia e que os(as) estudantes consigam fazer a ponte entre sustentabilidade e sua área de atuação.” reflete Mariana Rico, gerente-executiva do Instituto Estre que conduziu a formação.

Caso a sua organização tenha interesse em dialogar sobre este tema, entre em contato conosco, que faremos de tudo para atendê-los. Seguimos acreditando na educação como caminho para a sustentabilidade!