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Muito além do Programa de Estágio

Por institutoestre

 

Entenda o Programa de Estágio em Educação Ambiental proposto pelo Instituto Estre

O trabalho de formar profissionais em faculdades e universidades pelo Brasil é contínuo, e por entender a importância deste ciclo de formação – que também passa pela prática e pelas relações humanas -, o Instituto Estre criou um programa de estágio que busca formar seus educadores ambientais – como são chamados os estagiários e estagiárias – para além das questões técnicas. Um novo processo seletivo para ser um educador ambiental em Paulínia (SP) está com inscrições abertas até o próximo dia 31 de novembro, então veja abaixo o que é e como funciona.

Periodicamente, desde sua fundação, o Instituto Estre abre vagas para o Programa de Estágio em Educação Ambiental, onde recebe estudantes de diversas áreas do conhecimento para integrar à equipe por, no máximo, dois anos. O objetivo é ampliar o entendimento sobre Educação Ambiental e suas práticas junto aos recém-acolhidos. Entre as atividades desenvolvidas ao longo do processo estão a recepção de visitas técnicas, oficinas pedagógicas, eventos internos e externos, apresentações e dinâmicas diversas que propiciam espaços de interação, autoconhecimento, cuidado, exercício da escuta, comunicação assertiva e gestão compartilhada.

Mariana Pariz, educadora ambiental atualmente no Programa de Estágio, ressalta a oportunidade de acompanhar e se engajar nas oficinas pedagógicas, pelas quais desenvolveu um carinho especial. “Seguem uma essência e lógica de aprendizagem, e em dois anos recebendo mais de 200 turmas, nenhuma foi igual, me colocando em diferentes situações desafiadoras e de improviso criativo”, explica a estagiária.

À parte das atividades do Instituto que os educadores participam, há quatro frentes principais de atuação no Programa de Estágio.  A Formação Continuada, primeira delas, busca desenvolver competências e integrar a equipe por meio de temas como relacionamento interpessoal, comunicação assertiva, gestão compartilhada e autonomia.

Por meio do entendimento das próprias necessidades da equipe, novos temas são propostos após uma repactuação e uma reapresentação do conceito de formação continuada para o novo pessoal que está chegando no início do ano. Janaína Gerdulino, que participa atualmente do Programa de Estágio, se recorda de sua primeira formação como “um dos melhores espaços de integração entre nós –  pois o melhor continua sendo os almoços coletivos”, brinca.

Além da Formação Continuada, há também a organização de um Grupo de Estudo (com debates sobre temas desenvolvidos pelo Instituto Estre), o Nocaute Teórico (criado para lidar com a produção acadêmica sobre consumo), e o Ativa CEA (uma tentativa de quebrar a rotina com o corpo e a mente com atividades como ginástica laboral).

Em 2017, os dois processos seletivos realizados em Paulínia (SP) e Rosário do Catete (SE) receberam, juntos, mais de 700 candidaturas para três vagas, sendo duas em SP e uma em SE. Ainda, o processo existe nos três Centros de Educação Ambiental, em Paulínia (SP), Rosário do Catete (SE) e Fazenda Rio Grande (PR). Até o final de 2017, 61 universitários de diferentes cursos já passaram por aqui.

Para se inscrever no processo seletivo que está aberto em Paulínia (SP), acesse o link abaixo:

http://www.institutoestre.org.br/2018/11/08/programa-de-estagio-educacao-ambiental-2019/

 

Veja alguns relatos das nossas educadoras ambientais Jana e Mari

Janaína Gerdulino, que cursa o 10º semestre de engenharia ambiental na UNICAMP, descobriu o Programa de Estágio no Facebook. “Entrei no site e gostei muito dos textos sobre educação ambiental”, explica a jovem, que diz guardar boas lembranças das vivências nas oficinas. “Aprendi muito sobre acolhimento e, além disso, a oportunidade de interação com uma quantidade de pessoas dos mais variados lugares, idades, jeitos, é maravilhosa”, retrata Jana, como é conhecida na equipe. “Antes do instituto, eu tinha uma certa visão sobre a capacidade de algumas pessoas em entender alguns assuntos ou sobre como coisas técnicas para crianças não fazem sentido. Hoje, acredito que tudo sempre pode ser dito e conversado com qualquer pessoa”, reforça Janaína.

 

Mariana Pariz, também no 10º semestre, porém no curso de Ciências Biológicas na ESALQ (USP), também se recorda de sua primeira interação: “Foi no 1º semestre do curso, quando uma docente viabilizou um percurso pedagógico sobre e destinação de resíduos, que aconteceu no Centro de Educação Ambiental (CEA) em Paulínia (SP)”, conta Mari, que também lembra ter se surpreendido com as dimensões do aterro sanitário que fica ao lado do CEA. “Eu sempre me senti acolhida pela equipe, que é reduzida em tamanho, porém gigante em questões acolhimento e alegria”, coloca Janaína. “Creio que o formato desse processo dialoga significativamente com a educação ambiental proposta na atuação do Instituto”, completa Mariana.

 

 

Links

Para conhecer um pouco mais sobre o programa de estágio e o trabalho do Instituto, acompanhe nossos indicadores no Relatório de Atividades 2017 disponível em nosso site no link http://www.institutoestre.org.br/wp-content/uploads/2018/08/Relatório-de-Atividades-2017-Português.pdf

Também temos publicações onde tratamos do tema, como o livro Reflexão e Práticas em Educação Ambiental. Veja um resumo no link http://www.institutoestre.org.br/publicacoes/.