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Professor: a profissão que forma todas as outras

Por institutoestre

Quem não se recorda de algum professor ou professora que já teve na vida? E quem não se recorda de vários deles? Esta ocupação, uma das mais importantes e antigas que existe, é fundamental para o diálogo na educação ambiental. Nada mais justo que homenagear este fazer no mês em que se celebra o dia dos professores e o dia das crianças.

Nos projetos e ações que o Instituto Estre executa, sempre temos educadores e educadoras da equipe interagindo com professores das mais variadas unidades escolares pelo Brasil, desde a primeira infância até a universidade. Um desses professores, o Luis Gustavo, que coordena uma creche para crianças de até 3 anos em Valinhos e já foi professor de várias faixas etárias diferentes, decidiu compartilhar conosco seu dia-a-dia, para contar o que faz, exatamente, um professor. Vamos começar pela decisão de Luis em se tornar professor:

“Quando eu terminei a oitava série, todo mundo estava tentando um curso técnico, eu lembro de ter tentado e não ter passado”, conta Luis Gustavo, quando começou a docência aos 15 anos, enfatizando o receio de ser um professor homem para crianças pequenas, algo não muito bem visto na maioria das escolas e, infelizmente, por muitos pais também. “O que me atrai é essa responsabilidade de apresentar o mundo que vivemos para as crianças, para o adolescente, e até mesmo para o adulto”, justifica o profissional.

Sua rotina consiste em acordar bem cedo diariamente, em torno de 6h da manhã. Em dois dias da semana, ele abre a creche que coordena pedagogicamente para receber os alunos e os professores, e planejar com eles a semana. Seu almoço, normalmente, é no trabalho, e as saídas acontecem nos passeios de estudo do meio com os alunos, ou para eventuais reuniões que possam ocorrer. “Ser professor foi se construindo durante meu contato com a profissão, e eu fui tomando gosto, fui fazer pedagogia e trilhar outros caminhos de formação”, conta o docente. “Mas a escolha para ser professor aconteceu muito cedo, com 15 anos, entrando no magistério, e já nos primeiros contatos com crianças e com a escola eu acabei me apaixonando”, depõe o profissional.

O horário de ir para a cama também é cedo, em torno das 22h, mesmo assim, Luis encontra tempo na semana para atividades noturnas. Uma vez por semana, participa de um grupo de estudos, e outros três dias pratica Yoga.

Contudo, o ensino não se resume a isso, afirma Luis Gustavo, pois ainda há muita gente que não tem condição de aprender no tempo certo e precisa de uma atenção especial. “A gente tem a Educação Escolar Indígena, de Jovens e Adultos, do Campo, Especial, Profissional, Quilombola, então dento do nosso sistema educacional tem algumas especificidades”, recorda o professor, que já lecionou inclusive no Timor Leste por um ano, para formar professores.

Em seu tempo livre, Luis Gustavo gosta de visitar a família e os amigos, passear, cuidar da casa, ir ao teatro e ficar com sua gata. E não pense que professor não trabalha aos finais de semana! “Trabalhamos de final de semana e à noite, durante a semana. O professor planeja, prepara a aula, a atividade, organiza e corrige essas atividades, corrige provas”, enfatiza a carga horária pesada, compensada por dois períodos de férias ao ano. Mas Luis acha que o mais importante é manter-se atualizado com o que acontece no país. “Qualquer gestor ou professor, além de todas essas coisas, tem que estudar a legislação educacional e a legislação do país, e estar sempre atualizado com essa legislação”, termina.

SISTEMA DE ENSINO NO BRASIL

O sistema de ensino, no Brasil, é dividido da seguinte forma: Educação Básica e Ensino Superior ou Técnico. Na Educação Básica, há muitas faixas etárias de formação, desde a educação infantil (com as creches para crianças até 3 anos e as escolinhas para pequenos entre 4 e 5 anos), seguido pelo ensino fundamental (que compreende as crianças entre 6 e 14 anos) e o ensino médio (com três anos de colegial, normalmente para jovens de 15, 16 e 17 anos). O Ensino Superior já é voltado para quem já concluiu a Educação Básica e compreende as graduações, pós-graduações, mestrados, doutorados e outros cursos de especialização. Uma terceira opção é o Ensino Técnico, voltado para algum fazer específico, geralmente iniciado na adolescência.