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Formação continuada: desenvolvendo educadores ambientais

Por institutoestre

Oficina pedagógica realizada em auditório em Sergipe, em 2016.

Oficina pedagógica realizada em auditório em Sergipe, em 2016.

Para se executar um bom trabalho em equipe e conseguir alcançar a transformação, é preciso desenvolver equipes, desconstruir paradigmas e trabalhar diálogos coletivamente. Essa visão social interna do Instituto Estre nasceu de uma demanda da própria equipe de educação, que celebra conquistas importantes e um crescimento notável desde que decidiu trabalhar relacionamento interpessoal e outros temas coletivos no programa de educação ambiental.

Desde os primórdios do Instituto Estre, a formação continuada é tida como via de desenvolvimento de um programa de educação ambiental que é referência nacional. A começar pelo estágio, que pode ser feito em um dos três centros educacionais do Instituto Estre – localizados em Paulínia (SP), Fazenda Rio Grande (PR) e Rosário do Catete (SE) -, os colaboradores promovem encontros mensais que visam enriquecer a experiência de trabalho, melhorar a utilização de recursos e os resultados das ações, integrando com atividades, uma vez ao mês, as equipes das três sedes, na cidade de Paulínia, onde fica a sede do Instituto Estre.

Nos primeiros anos de Instituto Estre, o programa tinha uma linha mais direcionada para a formação dos educadores olhando para as oficinas pedagógicas – sem deixar de lado o desenvolvimento da equipe, embora não com tanta ênfase. A formação utilizava mais atividades com trabalhos corporais para capacitar os educadores, e a desconstrução acontecia com as oficinas pedagógicas.

Por volta de 2012, o instituto passou a desenvolver outros projetos, aumentar a equipe e a área de atuação. Com o início das atividades em Fazenda Rio Grande (com uma coordenadora, uma educadora ambiental e estrutura fixa), fez-se necessário a criação de um encontro mensal batizado de Formação Continuada, para promover o desenvolvimento e a comunicação das equipes. Gabriel Guadalupe, coordenador de projetos em Rosário do Catete, entrou na equipe em 2010 como estagiário e passou por toda a formação, tendo feito carreira no instituto. “A ideia do encontro é reunir a equipe e desenvolver atividades e metodologias de acordo com os temas que escolhermos. Já foi trabalhado conflito de equipe, relacionamento interpessoal, comunicação assertiva, agressiva, passiva, flexibilidade, autonomia e muitas outras coisas”, explica o coordenador.

A proposta dos encontros é entender as próprias necessidades e propor temas após uma repactuação e uma reapresentação do conceito de formação continuada para o novo pessoal que está chegando no início do ano. Os encontros de 2017 já começaram. “É um dia bem leve, quando o instituto volta todas as atividades para um processo interno de desenvolvimento de equipe”, coloca Gabriel, que é engenheiro ambiental, e acredita que sua formação no instituto foi importante também pessoalmente. “Vejo o processo de formação continuada como a desconstrução de vários paradigmas que tinha. Auxiliou meu desenvolvimento pessoal como um processo transformador interno de muita reflexão, muito trabalho, e de extrema importância para o instituto”, conclui.

Para este ano, uma das metas que a equipe definiu para si é melhorar o engajamento coletivo. Veja alguns números do nosso último processo seletivo, realizado em Rosário do Catete (SE):

Data: 08 e 09/03/2017
Currículos recebidos: 341 currículos
Outros cursos, último ano, formados ou menor aprendiz: 166 currículos
Aptos para o PS: 175 currículos

OBS.: Aproveitando esta oportunidade pública, não poderíamos deixar de dar as boas vindas à candidata aprovada, Sirley Ferreira, que já estará presente no próximo encontro da formação continuada. Parabéns, Sirley!